quinta-feira, 7 de abril de 2011

que futuro





R

Rei rua raio raiva rijo rato ferro jarro

terra burro ira vara fera furo jura

puro ar ir vir for flor dar ver verde

perda pardo perto preto prado bruto pobre irar virar


Educar! Quem terá a consciência perfeita desta palavra forte, do acto criador e profundo que ela representa? E de que serve tê-la, essa consciência, para os que não sintam, não adivinhem toda a amplitude, toda a beleza da expressão vasta e do acto nobre? de que serve se não sentirem o frémito divino do artista que em vez de moldar o barro, ou talhar o mármore(...) molda, esculpe, abrange e domina a matéria palpitante, a matéria prenhe de todas as possibilidades, de todas as prováveis realizações, que é uma alma de criança!


(João de barros, A escola e o Futuro, p.9)
da Exposição EDUCAR no Palácio Valadares, Chiado



Com o sol a espreitar vem a vontade de passear e viver Lisboa,
vale a pena passar pelo lindo largo do Carmo, lugar de outras revoluções, e entrar na exposição gratuita EDUCAR.



E por quem passar na Rua e miradouro das Janelas Verdes, a proposta de seguir estas palavras e procurar o Painel que nos conta Agostinho da Silva e vem mesmo a calhar neste momento... O que queremos para o nosso país?

Em Portugal existe um painel no Museu das Janelas Verdes, uma pintura do sec. XV que representa o dia em que se celebrava o Espírito Santo. E o dia em que se celebra o Espírito Santo era o dia em que o povo português dizia aquilo que queria. Sabem o que ele queria nesse dia? Que todas as crianças fossem de tal modo livres e desenvolvidas que pudessem dirigir o mundo pela sua inteligência, pela sua imaginação, não propriamente por saberem aritmética ou ortografia, mas por serem eles próprios, porque eram os pequenos, as crianças que deviam dar ao mundo e aos homens, o exemplo do que devia ser a vida. E em segundo lugar eles diziam que a vida devia ser gratuita, que ninguém tinha que pagar para viver e que trabalhar para viver. Que tendo a vida sido dada de graça, era inteiramente absurdo, passar o resto da vida a ganhá-la.


_ é possível ;)
história do Homem que vive sem dinheiro

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1 Comments:

Blogger {anita} said...

Acho o homem que vive sem dinheiro muito inspirador e as pessoas que o comentam muito deprimentes. Porque é que aqueles que se limitam a seguir o rebanho odeiam tanto os que param e pensam?

7 de abril de 2011 às 19:00  

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